Faltando exatamente 200 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) intensifica os últimos ajustes para uma missão que se destaca não apenas pela complexidade técnica, mas também pelos grandes desafios logísticos.
A divisão geográfica da sede – com Milão responsável pelas modalidades de gelo e Cortina d’Ampezzo concentrando as provas na neve – impõe ao COB uma estrutura descentralizada. As cidades estão separadas por mais de 420 quilômetros, exigindo uma operação altamente coordenada para garantir o bem-estar, a performance e a segurança dos atletas brasileiros.
Entre os principais pontos do planejamento está a minimização dos deslocamentos, especialmente em regiões montanhosas onde o clima pode afetar as estradas. A proposta é montar bases autossuficientes, com estrutura de apoio técnico-desportivo, serviços médicos, logística de equipamentos e alojamentos bem posicionados para cada equipe.
Desde a posse do presidente Marco La Porta em janeiro de 2025, o COB tem reforçado a integração com as confederações brasileiras dos esportes de inverno. Tanto a CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo)quanto a CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) têm atuado de forma alinhada ao comitê, buscando garantir a melhor preparação possível para os atletas.
O clima de otimismo é compartilhado também pela CBDN. Para Gustavo Haidar, Superintendente Técnico da entidade, a estratégia de planejamento conjunto é fundamental:
Milão-Cortina 2026 será a quarta vez que a Itália sedia os Jogos de Inverno, e a primeira na capital da moda. O evento ocorrerá entre 6 e 22 de fevereiro de 2026, reunindo cerca de 3.500 atletas de 93 países, em busca de medalhas e histórias memoráveis.
