SURF

Nova etapa da WSL favorece Medina e outros brasileiros com ondas de esquerda na Nova Zelândia

5 de maio de 2026 · por jstv_admin

A Liga Mundial de Surfe (WSL) chega a um novo cenário na temporada 2026 com a inclusão de Manu Bay, em Raglan, na Nova Zelândia. A etapa, com janela entre os dias 15 e 25, marca a primeira competição fora da Austrália neste ano e traz uma característica que pode favorecer nomes como Gabriel Medina, Yago Dora, Miguel Pupo e Italo Ferreira.

O diferencial está no tipo de onda. Manu Bay é reconhecida mundialmente por suas “esquerdas perfeitas”, formações longas que podem chegar a até dois quilômetros de extensão. Esse tipo de onda favorece surfistas chamados de goofy footers, que utilizam o pé direito à frente da prancha e, portanto, surfam de frente para a onda em esquerdas — situação considerada ideal para execução de manobras mais fluidas e agressivas.

No circuito mundial, a maioria dos atletas possui base regular, com o pé esquerdo à frente, o que os beneficia em ondas que quebram para a direita, como em etapas tradicionais realizadas na Austrália. Por isso, a inclusão de uma etapa com predominância de ondas de esquerda equilibra o cenário competitivo e abre espaço para que os goofys tenham vantagem técnica.

O momento é especialmente favorável aos brasileiros. Na etapa de Bells Beach, por exemplo, a semifinal contou com três goofy footers — todos do Brasil: Medina, Yago Dora e Miguel Pupo — evidenciando a força dessa base no cenário atual. Pupo, inclusive, entrou para um seleto grupo ao se tornar um dos poucos surfistas não regulares a vencer a etapa.

A novidade foi bem recebida pelos atletas. Yago Dora destacou a importância de competir em ondas desse tipo no circuito e celebrou a oportunidade de surfar em um dos picos mais icônicos do mundo.

Além do aspecto técnico, Manu Bay também carrega peso histórico. O local ganhou notoriedade ao aparecer no clássico documentário “The Endless Summer”, que ajudou a popularizar o surfe globalmente ao retratar a busca por ondas perfeitas ao redor do mundo.

Para viabilizar a inclusão da etapa na Nova Zelândia, a WSL optou por retirar Jeffreys Bay, na África do Sul, do calendário de 2026, mantendo o formato de 12 eventos no circuito.

Com um cenário técnico favorável e um histórico recente positivo, surfistas brasileiros chegam à etapa de Raglan com expectativa elevada, especialmente aqueles que dominam as ondas de esquerda e podem transformar essa característica em vantagem competitiva na disputa pelo título mundial.